Tenho lido imenso, imenso. Já cheguei a conseguir ler quase sete livros numa semana. É o retorno de velhos hábitos maravilhosos: livros e bibliotecas.

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Recebi, esta semana, um email com uma entrevista que não conhecia. Infelizmente, também não conheci o entrevistado. Pena… Gostaria de ter tido a oportunidade de conversar com este grande homem.
O email apresenta a entrevista que o jornal «Público» fez ao jornalista João Mesquita em 2007 e diz:
“Apesar da sua extensão, apelo à paciência de a lerem até ao fim. Vale a pena, quanto mais não seja, pela reflexão.
Há uma coisa que eu não entendo: uma pessoa como o meu saudoso Amigo João Mesquita, unanimemente considerado um “grande Jornalista” (e foi!) e um “grande Homem” (também foi!); homenageado por muitas individualidades e sectores da vida nacional, passou os últimos anos da sua vida sem emprego e com dificuldades económicas sérias, que envolveram a sua Família mais directa. Então, os melhores cargos não deveriam ser para os melhores – e João Mesquita era considerado um jornalista corajoso, sério e um dos melhores entre os seus pares? Onde estávamos nós todos que deixámos isso acontecer? Que esperamos agora, como jornalistas? Que podem esperar as novas gerações de jornalistas?
Permitam-me que compartilhe as palavras da referida entrevista que, certamente, só alguém distraído como eu deixou passar na altura da sua publicação – mas ainda vai a tempo, dada a sua actualidade…”.
Eu também andei distraída. Mas, esta entrevista tem muito, também, da minha vida…
Entrevista:
Para ler e guardar na alma
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Haroldo: Que dia perfeito!
Calvin: Se algo não acontecer logo, eu vou pirar.
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Não, não adianta… Não tenho filhos, mas um bebé de 42 anos… Mais uma vez LF está doente. Ainda bem que não comprei os ingressos para ver o Leonard Cohen. É claro que adoraria ir ver o concerto, mas… Sinceramente? Pagar 30 euros à cabeça, não saber se conseguiríamos chegar a tempo e horas, não ter lugares marcados, gastar mais $$ com jantar e portagens… Não me parece. Ontem consegui convencê-lo a não ir. Ainda bem. Hoje amanheceu com febre, etc. Valha-nos a nossa santa médica de família que nos adora e o viu logo cedo. Já está medicado, mas a ranhetice, rabugentice e chatice estão à toda. Pior do que ele doente, só um bebé doente (e a esses ainda relevo, afinal, não sabem dizer o que está a doer).
Agora…
Se não vou ao concerto, ao menos posso dar-me a um luxozinho, né? No sábado fomos a Lx e dormimos por lá. No domingo, fomos ao Campera. Shopping cheio, apesar de ser um dia de sol. Resultado: duas camisas para LF, seis pares de meias para mim e duas t-shirt’s que me custaram 3,98 (as duas!). Ontem experimentei várias calças de ganga numa loja e amei duas. Uma é da Pierre Cardin (a 30 euros) e a outra é da Versace (a 40 euros). Não são da última colecção (a esses preços devem ser da colecção de 1978, rsrsrsrsrsrs), mas ficaram lindamente. Acho que vou comprar uma… Eu mereço, né?
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Lembram da música da Marina (ainda antes de acrescentar o Lima?): “Vem chegando o verão…”.
Bem, pois até hoje ainda não consegui assimilar que estamos a meio do verão. Quando saio de casa, de manhã, ainda uso uma jaqueta de ganga, lá pelas 11 eu a tiro, e no final do dia volto a pôr. Para não dizer que ainda não fui beijada pelo sol, saímos num sábado para dormir num moinho, em Rio Maior. Loucura… Adorei. O moinho estava ocupado, então reservamos a casa do moleiro. Tão rústica, tão linda… 
E a piscina???

Foi um fim-de-semana mágico…

Daqueles em que a gente pensa: “Puxa… vale mesmo a pena!”

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Ainda estou viva… Talvez a sobreviver… Uns dias bons, outros dias mais tristes… Só lembro daquele professor, quando estudava no ginásio (ainda se usa esse termo no Brasil?), e que escreveu no meu livro de recordações: “Felicidade plena não existe. Existem momentos felizes. Aproveite-os”.
Estou a aproveitá-los, mestre… Estou a aproveitá-los…
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No sábado, quando cheguei da faculdade, estive com o meu marido no quintal a olhar o nosso limoeiro.
Ninguém diria que aquela árvore é a mesma. Há dois anos, quando a comprei, era mais um projecto da natureza: mirrada, raquítica e com dois míseros limões.
Comprei um pouquinho de terra, plantei, reguei, e nunca mais fiz nada, a não ser, no pico do verão, ter regado um bocadinho… É um legítimo limoeiro biológico, com limões cheirosos, bonitos e cheio de caroços.
Está cheio de folhinhas novas, pequeninas e brilhantes; em vários sítios é possível ver pequeninas flores que vão dar origem a novos limões.
Gostava de ser como o meu limoeiro. Ninguém acreditava que ele vingasse, mas está aí… firme e forte, apesar das adversidades. Tenho que me inspirar nele…
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Estou cada vez mais desencantada com o jornalismo. Aliás, nem sei se isso ainda existe. É um tal de vender a alma ao diabo que nem digo. Há quem ainda faça um bom trabalho de apuração, de escrita, com honra, com ética. Mas, na maior parte das vezes, está tudo camuflado.
Conheço uma pessoa que escreve maravilhosamente bem. Tem mesmo o dom da escrita. O problema é que é uma pessoa que, tirando isso, é tão mesquinha, mas tão mesquinha, que dá dó. Só é uma pessoa amiga se estiveres ao lado dela (se não concordares, adeus), se adorares uma fofoca… Muitas vezes utiliza o seu tanto para dar vazão à todo o seu veneno. É pena.
Também conheço um jornalista que pode vir a prejudicar outra pessoa. Isso da multimédia é muito bonito, mas está a transformar a profissão numa feira popular. Gravar algo e mostrar a várias pessoas sem o conhecimento do visado é crime. Eu acho. E só por acaso é que acabei por saber disso. porque conhecia a pessoa visada, que é muito cuidadosa com a sua vida e a sua privacidade. Que nojo…
A ética no jornalismo está numa queda sem precedentes.
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O meu nome do meio deveria ser saudade. Tenho sempre uma. A mais recente é já uma saudade antecipada da turma da pós-graduação. Foram alguns meses de risos, brigas e cumplicidade que acabaram por marcar um período, por si só, já marcante na minha vida.
É muito bonita essa história de “não vamos perder o contacto”, “Vamos marcar de nos encontrar”, etc. Mas, na realidade, o mais certo é nunca mais nos vermos. O país é pequenino mas, pensando bem, as distâncias e a vida de cada um vão nos levar a outros caminhos.
Como testemunha desses meses vai ficar um pequeno jornal, sem nenhuma característica especial ou fio condutor, mas com palavras escritas pelo pessoal e uma foto na capa para ser guardada. Do lado esquerdo do peito.
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Este blog está tão abandonadinho… Até dá pena dele.
A questão é que, a minha vida profissional deu uma guinada de 180 graus. Já nem sei onde estou. Minto. Sei. Estou parada. Estagnada.
Talvez seja melhor voltar aos bocadinhos. Realmente, aos bocadinhos. Talvez assim eu recupere a alegria de escrever, de fotografar, de rir comigo mesma…
Como é que era aquele poema do Fernando Pessoa?
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
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