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Nova idade, novos exames.

Lá fui eu à médica de família para ver se estada tudo bem. Não está. A análise ao sangue diz que tenho ferro a mais. Muuuuuuuito mais. A ponto dela me chamar para dizer que vai pedir mais exames e me enviar para um especialista.

O ‘fino’ da história? Contei essa situação que vivo ao meu marido e ao meu chefe, e obtive duas respostas impagáveis:

A do marido: “Estás enferrujada!

A do meu chefe: “És uma dama de ferro!

Ai… Ai…

PS: o que o meu marido quis dizer com ‘enferrujada’ ?

Vontade de escrever

Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;
Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;
Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;
Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.”

Hoje me deu uma vontade de escrever… Melhor fazer como o Garfield, sentar e esperar a vontade passar… rsrsrsrsrs.
Os meus dias têm sido muito bons. O mundo está a sorrir para mim. Quanto tempo vai durar? Não sei, nem quero saber. A cada dia que passa acabo por ficar mais convencida sobre a Lei do Retorno. Nos últimos tempos têm acontecido coisas maravilhosas na minha vida.
É claro que ainda existem alguns ‘espinhos’, mas o que seria da vida sem eles? São rosas…
Estou a acabar o primeiro semestre da pós-graduação e o ambiente, lá, é fantástico. É claro que, às vezes, fico a questionar se vai valer a pena fazer mais uma pós na minha área, já que a primeira pouco adiantou em termos de dinheiro  tempo. Mas, como diz a minha sogra: o saber não ocupa espaço, e eu tenho que aproveitar enquanto ainda tenho ânimo.
O que mais me preocupa é saber que a minha área está em franca desaceleração. Ou seja, caso ou vá para a rua, dificilmente conseguiria outro emprego na área.
Mas, é Dezembro, e quem morre de véspera é peru, por isso, don’t worry, be happy.

O ano passou a voar e eu nem percebi. Precisava desesperadamente de férias, num sítio de calor (está um frio de rachar cá), de papo para o ar, com marido, a beber daiquiris…
Enquanto isso, ando a cancelar as férias que tinha planeado para a quadra natalícia, a combinar um jantar de fim-de-ano do curso, amigo oculto, etc.
Me chicoteia, Senhor!

Felicidade

Hoje estou feliz, feliz, feliz…. Muito feliz.
Recebemos ontem uma foto da nossa afilhada, Luísa, de 10 anos, que mora em Moçambique.luisa

Há muito tempo eu e o meu marido queríamos apadrinhar uma criança em África. Como optamos por não ter filhos, achamos que essa era uma das melhores maneiras de fazer/deixar algo de bom neste mundo.
Luísa mora com a mãe, é órfã de pai, e terá todo o nosso apoio até terminar os estudos.
Ando, desde ontem, numa felicidade imensa. O meu marido também e, inclusivamente, já me perguntou quando iríamos a Moçambique conhecer a nossa Luisinha. Tenho pensado em imensas coisas que quero mandar para ela: roupa, calçados, material escolar…
Sinto-me tão feliz, mas tão feliz…

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Feriado?

Pois… eis uma palavra há muito riscada do meu vocabulário. Na maior parte das vezes não aproveito nem um feriado… nem unzinho…
Hoje, Dia de São Martinho, dia de comer castanhas assadas e beber água pé… Humpf! Quem disse?
Não é feriado por causa disso, mas é feriado no município onde trabalho.
E…
Pois, com tantas medalhas entregues, com tantas inaugurações (uma carrada delas), a última coisa que podia fazer era não trabalhar.
Quem foi a estúpida que teve a ideia de seguir essa carreira??? Hein? Hein?
Pelo menos rende sempre umas fotos engraçadinhas…exposicoes-120-large

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UAU!!!!!!!!

 

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Nos últimos tempos, só mesmo momentos felizes para tirar as teias de aranha deste blog. A eleição de Barack Obama é um deles.  Não acredito que ficará tudo lindo e maravilhoso agora, mas que significa uma grande mudança… ahhhhhh, isso é inegável.

E pensar que ontem, quando começou o especial na RTP, eu ainda suspeitava que os números pudessem mudar. É que já houve um caso antes, em que o candidato tinha uma clara vantagem e, na hora do vamos ver, as pessoas não votaram nele. Tiveram, durante as sondagens, vergonha de admitir que nunca votariam num negro (sou só eu ou mais alguém acha que ele é não é mesmo negro, mas mulato?), de serem consideradas politicamente incorrectas.

Então, quando começou o programa na TV, os números pendiam para o McCain, e eu fiquei tão chateada que dormi. Preferi tentar a sorte de acordar com uma boa notícia… e aconteceu!!!

 

O que me faz sorrir

É claro que eu não sou aquela pessoa ‘trombuda’ como muitos pensam. É óbvio que no trabalho há uma certa ‘dificuldade’ em mostrar os dentes, e não que eu tenha uma arcada dentária pavorosa (como a maioria do povo aqui possui), mas eu tenho plena consciência que o meu sotaque costuma causar ‘pensamentos lascivos’ no povo masculino. Ô lusitanos tarados pela imagem preconceituosa da brasileira ‘dada’…

Bem, mas eu ia dizer o que me faz sorrir. Pode parecer ridículo, mas sou visitante assídua de vários blogs de brasileiras que moram no exterior. Eu sei que, na maioria das vezes, sou uma presença silenciosa, mas gosto de saber que não sou a única a ‘pagar micos’ ou a ter saudades de algumas coisas do Brasil, e tristeza por outras coisas não serem como cá, ou como gostaríamos que fossem.

Apesar de não escrever quase nada da minha vida por cá, tenho e sinto tudo isso. Muitas vezes penso em ‘colocar para fora’, mas não dá. E por isso, gosto de ler outros blogs e ver que somos diferentes e iguais. Que mesmo a morar em países frios (e Portugal nem é assim tão frio), nós tomamos pelo menos um banho por dia; que nós errámos em alguns termos e acabamos por fazer figurinhas tristes; que sabemos que o dinheiro é macho (não é fémea, não reproduz) e só gastamos naquilo que é preciso (de preferência barato), mas que também aprendemos a dar valor a nós mesmas e a, de vez em quando, nos ‘presentear’ com algo que queremos muito; e muitas outras coisas.

São esses pequenos pedacinhos das nossas vidas que me fazem sorrir.

Com a profissão que tenho, não posso deixar de ficar espantada quando acesso o site de um jornal e recebo a seguinte mensagem:

Bem…

Sinceramente acho que determinadas coisas nas nossas vidas são para serem feitas mesmo. Quando recebi o desafio da lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer, não parei muito para pensar e listei aquilo que me importa, realmente antes de deixar este mundo.

Acho que é possível fazer algo para não ficar dependente na velhice. Fazer muito exercício físico, cuidar da alimentação, treinar a mente… É claro que existem doenças que nos ‘atacam’ sem causa aparente, mas sempre podemos dar uma ajudinha para tentar evitá-las. E eu ainda estou a fazer quase tudo ao contrário: não faço ginástica, não me alimento bem… Acho que só cuido mesmo do intelectual. Ah, e já fiz o acordo com LF: em caso de doença incapacitante, estado vegetativo, etc… não me deixem ficar. Prefiro partir com alguma dignidade, e não sofrer como Chantal Sébire.

Quanto a ficar o resto da vida com LF… claro que é uma coisa a fazer. Casar, ou viver junto, ou qualquer outro tipo de relacionamento (até amizade) são parcerias, em que os dois precisam fazer algo. É cliché dizer que o amor é uma planta, que tem que cuidar, mas é verdade. E eu pretendo fazer muitas coisas para que o nosso amor continue, para que não caia na rotina, para que não desapareça…

 

Peço desculpas se incomodei, magoei ou chateei alguém. Não sou uma pessoa muito fácil. As minhas melhores amigas são pessoas que, muitas vezes, me encontram uma vez por ano (se muito). Eu queria dedicar menos tempo e preocupações ao trabalho, mas a profissão que escolhi não me deixa. Pelo contrário. Sou constantemente cobrada a respeito de muitas coisas que acontecem e, só agora tenho aprendido a dizer ‘não faço’, ‘não vou’ ou ‘não posso’. Porque eu também tenho direito a uma vida pessoal, e não quero ver o meu marido míseras três horas por dia, durante o jantar, e ‘capotar’ no sofá, levantando só para ir dormir na cama.

Por estar sempre a fazer 2 mil e uma coisas ao mesmo tempo, muitas vezes descuro das minhas amizades ou acabo por procrastinar alguns compromissos. Isso não é bonito, eu sei. E depois, fico envergonhada com isso…

Devia ter incluído isso na minha lista: Fazer menos e melhor!  

A Holandesa me passou (quanta honra!) e eu repasso:

As regras:
1º) Fazer uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer;
2º) Ao finalizar convidar 8 parceiros de blogs amigos;
3º) Deixar um comentário no blog de quem nos convidou;
4º) Deixar um comentário no blog dos nossos convidados, para que saibam da intimação;
5º) Mencionar as regras.

 

A minha ordem é aleatória.

 

Eu sonho ter saúde e estar independente até morrer. Um dos meus maiores medos é ter alguma doença incapacitante, daquelas em que a cabeça está bem e o corpo não obedece, ou daquelas em que estamos taralhocas de todo e a dar preocupações e trabalhos para os outros. Eu ajudo a Associação dos Doentes de Alzheimer. Não tive nem tenho nenhum familiar com essa doença, mas acho que nem é preciso isso para que possamos ajudar. Na primeira reportagem que fiz, fiquei tão sensibilizada que hoje em dia falo dela a todos.

 

Queria ficar juntinho de LF até o final da vida também. Não é necessário dizer o porquê. J

 

Queria muito conhecer a Rússia. LF viveu lá e tem recordações belíssimas. Mas, sempre que peço para irmos lá, ele diz que já não é a mesma coisa, que está um país um bocadinho violento, com máfias, etc. Mas, o que é isso para quem viveu no Rio de Janeiro???!

 

Gostava de ter uma casa, com um jardim e espaço para uma pequena horta … Poder mexer na terra, descansada, deve ser uma maravilha. Eu imagino um dia, mais velha, poder estar a plantar flores, criando belos canteiros; e a plantar pequenos vasos com ervas aromáticas. Já plantar e colher os meus próprios tomates… Beeeemmm, acho que seria pedir um pouquinho demais.

 

Costumo dizer que, se me calhasse o euromilhões, passava um ano na corp#%* dermo%#&* (uma clínica com tudo) e saía de lá ‘translumbrante’. Mas, na realidade, o que eu gostava mesmo era poder comer as coisas que gosto, ter um corpinho mais ou menos (não sou muito exigente) e envelhecer de forma positiva, tendo a real noção da idade que tenho (cada um vive como quer e gosta, mas não consigo ver certas mulheres mais velhas a vestirem-se ou comportarem-se como adolescentes).

 

Gostava de ter muita paz interior. Acordar já de bom-humor, não me chatear com coisas sem jeito nenhum,

 

Aprender a cantar. Eu adoraria… Não precisava ser uma cantora de ópera, mas poder cantar com uma voz suave e afinadinha.

 

Apadrinhar várias crianças em África. Já que não quero ter filhos, gostava de poder ajudar essas crianças. E, se agora não quero filhos, também não deixo de lado a possibilidade de, no futuro, vir a adoptar mesmo uma criança. Aliás, acho que essa possibilidade enche o meu coração muito mais do que vir a ter filhos meus.

 

E agora? Para quem passar?

 

Passo à Agridoce, à Carla, ao Gustavo e Marcele, à Maharani e à Van’Or (mas, como estou sem tempo hoje, deixo o recadinho na segunda…  Se eu não morrer antes… ihihihihihih)

 

 

 

 

 

Vamos tirar as teias de aranha que isto estão abandonado… que dó.

Só mesmo uma coisa muito boa para acabar com o limbo. É que uma Mulher fantástica, que tem uma vida que às vezes é muito parecida com a minha, vai ser mamã. Parabéns, holandesa! Aguardo, ansiosa, por cada novidade nesta nova etapa.

De resto, em casa, mesmo após uma semana de férias, volto ainda mais cansada do que quando saí. Infelizmente as análises de LF não estavam tão boas quanto gostaríamos ou, pelo menos, quanto eu gostaria. É claro que ele não está muito preocupado (aparentemente), mas eu… Falamos várias vezes durante o dia e, a impressão que tenho, é que estou sempre a debitar um questionário: Estás bem? Dói alguma coisa? Estás a fazer isto? Aquilo? Como estás daquele outro? Sai isto? Sai aquilo? Infelizmente sou do tipo que ‘viaja na mariola’. Faço mesmo um filme… e não estou a gostar muito deste. Agora temos mais exames pela frente e, para mal dos meus pecados, ainda vão demorar mais de duas semanas para serem feitos.

Bem… eu queria ter um bom motivo para voltar (e tenho: Viva a holandesa, marido e baby), por isso, vou levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima… Porque o mundo continua e tudo vai ficar bem.

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