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Archive for Abril, 2009

A queda

Estou cada vez mais desencantada com o jornalismo. Aliás, nem sei se isso ainda existe. É um tal de vender a alma ao diabo que nem digo. Há quem ainda faça um bom trabalho de apuração, de escrita, com honra, com ética. Mas, na maior parte das vezes, está tudo camuflado.
Conheço uma pessoa que escreve maravilhosamente bem. Tem mesmo o dom da escrita. O problema é que é uma pessoa que, tirando isso, é tão mesquinha, mas tão mesquinha, que dá dó. Só é uma pessoa amiga se estiveres ao lado dela (se não concordares, adeus), se adorares uma fofoca… Muitas vezes utiliza o seu tanto para dar vazão à todo o seu veneno. É pena.
Também conheço um jornalista que pode vir a prejudicar outra pessoa. Isso da multimédia é muito bonito, mas está a transformar a profissão numa feira popular. Gravar algo e mostrar a várias pessoas sem o conhecimento do visado é crime. Eu acho. E só por acaso é que acabei por saber disso. porque conhecia a pessoa visada, que é muito cuidadosa com a sua vida e a sua privacidade. Que nojo…
A ética no jornalismo está numa queda sem precedentes.

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Saudades da turma

O meu nome do meio deveria ser saudade. Tenho sempre uma. A mais recente é já uma saudade antecipada da turma da pós-graduação. Foram alguns meses de risos, brigas e cumplicidade que acabaram por marcar um período, por si só, já marcante na minha vida.
É muito bonita essa história de “não vamos perder o contacto”, “Vamos marcar de nos encontrar”, etc. Mas, na realidade, o mais certo é nunca mais nos vermos. O país é pequenino mas, pensando bem, as distâncias e a vida de cada um vão nos levar a outros caminhos.
Como testemunha desses meses vai ficar um pequeno jornal, sem nenhuma característica especial ou fio condutor, mas com palavras escritas pelo pessoal e uma foto na capa para ser guardada. Do lado esquerdo do peito.

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Este blog está tão abandonadinho… Até dá pena dele.
A questão é que, a minha vida profissional deu uma guinada de 180 graus. Já nem sei onde estou. Minto. Sei. Estou parada. Estagnada.
Talvez seja melhor voltar aos bocadinhos. Realmente, aos bocadinhos. Talvez assim eu recupere a alegria de escrever, de fotografar, de rir comigo mesma…
Como é que era aquele poema do Fernando Pessoa?Fragilidade

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…

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