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Um dia de domingo

Acordei super-tarde (para variar). Tenho vontade de fazer uma directa a ver se consigo regular o sono.
Não gosto de dias nublados, mas só o facto de não ter vento já é um ponto positivo. Dizem que falar sobre o tempo é sempre uma saída-chave quando não se tem nada para dizer.
Ter, até tenho, mas não gostaria de falar agora sobre algumas coisas…
Na TV está a passar o “Call Girl”, e o meu marido a babar na Soraia Chaves. Já a vi ao vivo e à cores. Tem um corpo bonito, mas um rosto longe de ser perfeito. Talvez seja um pouco disso que atrai os homens. No Brasil já se dizia que as mulheres mais bonitas eram as da “Playboy”, mas a revista preferida era a “Ele & Ela”, porque as mulheres sempre tinham alguma estria ou celulite, o que as tornava mais “acessíveis” ao imaginário masculino.
As mulheres buscam uma perfeição que está, muitas vezes, longe daquilo que os homens procuram. Já Arnaldo Jabor escreveu há algum tempo:

MULHER PERFEITINHA

Tenho horror à mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!
Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são broxantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
A – Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão ”Alisabel é que é legal”. Burra.
B – Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar ”desarrumada” nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.
C – Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.
D – Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.
Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda?
Meu Deus… Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa… Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até brigar quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema).
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua!
E vamos concordar, mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!

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IUPIIIII…

Pouca inspiração hoje, mas uma notícia muuuuito boa: É que a pequenina apareceu agora à noite. Não me disse onde esteve, mas pela fominha que tinha, nem quero imaginar…
Do Brasil, más notícias por causa dos deslizamentos. Das imagens que vejo na TV, só consigo associar às ‘bexigas’ que arrebentaram em Cavenca há uns anos.
A viver o segundo dia de ‘benfica’ ou, ‘maré vermelha’, só comprimidos de Buscopan para aliviar a porcaria da presssão na barriga. Bela maneira de começar o ano, mas, em breve eu saio para o mundo…

Hoje é o primeiro dia…

Adoro a música do Sérgio Godinho onde ele diz: “Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida…”.
Bem, hoje é apenas o primeiro dia do ano, mas espero que 2010 seja fantástico. Embora tenha começado de uma forma um bocadinho triste para mim.
Poucas pessoas sabem, mas eu cuido de uma gata rafeira daqui da rua, a Tareca. Como toda boa vaia, ela costuma ter duas ninhadas por ano, muito bem escondidas. Costuma aparecer com os filhotes quando estes já estão em condições de comer a ração que dou. Nunca consegui manter contacto com os pequeninos porque estes desapareciam misteriosamente antes de existir uma oportunidade.
Desta última vez consegui. Havia um(a), muito engraçadinho(a), que eu praticamente adoptei. Chegou a me deixar pegar no colo, e eu não percebi se era macho ou fémea, mas achava que era uma menina. Tinha um pêlo super-macio. A mãe nunca viu com bons olhos esta amizade e, conforme a gatita foi crescendo, começou a fazer fzfzfzfzfz quando ela chegava perto de mim. Pensei que os ciúmes fossem desaparecer, mas hoje, quando acordei, não vi a pequenina.
Já são 23 horas e nada dela aparecer. Tenho para mim que a mãe, com um ataque horroroso de ciúmes, mandou que ela fosse procurar um bípede só para ela, que eu já tinha dona.
Assim, o ano começa com uma perda. O que é quase um hábito. Anos pares sempre foram anos de perdas para mim, mas, estranhamente foram bons anos.

Aqui, uma fotinha da minha pequenina que vai deixar saudades…

Planos para 2010

Um dos meus primeiros planos para 2010 é actualizar mais vezes o meu blog. O ano de 2009 foi terrível. No Natal, liguei à minha mãe (Natal e aniversário dela no dia 25) e ela lembrou que eu disse, na última passagem de ano, que detestava anos ímpares. Não deixa de ser estranho, uma vez que perdi o meu irmão em 1994 e o meu pai em 1996. Mas, casei em 1998, e foi uma coisa extraordinária na minha vida: a grande mudança.
2009 foi um ano horroroso. Quero esquecer que existiu. Mas, o final foi interessante. Novas coisas se avizinham e, quem sabe, 2010 poderá ser um ano fantástico. Não quero fazer grandes previsões, mas aqui vão os meus desejos para o ano que se aproxima:
– Ter saúde (a minha mãe já diz que o importante é ter saúde, e o resto a gente corre atrás);
– Continuar a viver apaixonada, mesmo depois de tantos anos;
– Ter um trabalho que me complete e no qual eu seja feliz;
– Ver mais vezes a minha família (daqui e, quem sabe, de lá);
– Continuar a manter o contacto com os amigos de lá e de cá (são poucos, mas bons), e dizer o quanto são importantes na minha vida;
– Resolver antigas ‘pendências’ por conta de maus-entendidos;
– Viajar mais, rir mais, conhecer mais pessoas;
– Actualizar o blog todos os dias, nem que seja para contar coisas parvas da minha pequena vida;
– Ser mais consciente do ambiente em que vivemos, e protegê-lo com unhas e dentes. Reciclar é preciso!
– Aprender alguma coisa nova. A vida são dois dias e precisamos aproveitá-los ao máximo.
– Ler muito e sempre;
– Fazer voluntariado;
– Fotografar muito;

Enfim, viver muito mais do que vivi neste ano, que passou a correr. Não sei se isso ocorre apenas comigo, mas depois de uma certa idade, o tempo passa a voar e, quando abrimos os olhos, já passou.
Quero muito, muito, muito, no próximo reveillon, falar como o Malato e dizer que fui muito feliz em 2010.
A toda a minha família, amigos e conhecidos, um excelente 2010!

BOAS FESTAS!!!!!!!!!

Eu sei que tenho deixado este cantinho abandonado, mas uma das metas para 2010 é escrever com mais frequência.
De qualquer forma, a todos – sejam católicos, muçulmanos, budistas, etc -, eu desejo BOAS FESTAS!!!!!

Páginas soltas

Tenho lido imenso, imenso. Já cheguei a conseguir ler quase sete livros numa semana. É o retorno de velhos hábitos maravilhosos: livros e bibliotecas.
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Recebi, esta semana, um email com uma entrevista que não conhecia. Infelizmente, também não conheci o entrevistado. Pena… Gostaria de ter tido a oportunidade de conversar com este grande homem.
O email apresenta a entrevista que o jornal «Público» fez ao jornalista João Mesquita em 2007 e diz:
“Apesar da sua extensão, apelo à paciência de a lerem até ao fim. Vale a pena, quanto mais não seja, pela reflexão.
Há uma coisa que eu não entendo: uma pessoa como o meu saudoso Amigo João Mesquita, unanimemente considerado um “grande Jornalista” (e foi!) e um “grande Homem” (também foi!); homenageado por muitas individualidades e sectores da vida nacional, passou os últimos anos da sua vida sem emprego e com dificuldades económicas sérias, que envolveram a sua Família mais directa. Então, os melhores cargos não deveriam ser para os melhores – e João Mesquita era considerado um jornalista corajoso, sério e um dos melhores entre os seus pares? Onde estávamos nós todos que deixámos isso acontecer? Que esperamos agora, como jornalistas? Que podem esperar as novas gerações de jornalistas?
Permitam-me que compartilhe as palavras da referida entrevista que, certamente, só alguém distraído como eu deixou passar na altura da sua publicação – mas ainda vai a tempo, dada a sua actualidade…”.
Eu também andei distraída. Mas, esta entrevista tem muito, também, da minha vida…
Entrevista: